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sexta-feira, 5 de julho de 2013

O perigo da volta da LULETARGIA

PT monta operação para abafar o ‘Volta Lula’

Reunião da executiva do partido expôs divergência interna e ala tenta pedir unidade a partidários

Conteúdo: Vera Rosa - O Estado de S.Paulo
Brasília - Em reunião marcada por críticas à falta de diálogo do governo Dilma, a Executiva do PT montou ontem uma operação para abafar o coro do "Volta Lula" e desviar o foco dos protestos nas ruas.
Depois de um dia de vaivém na base aliada, a cúpula petista defendeu, em público, a convocação de um "plebiscito já" para a reforma política, mesmo sabendo que não há qualquer chance de as mudanças entrarem em vigor na eleição de 2014. Além disso, o PT ressuscitou a proposta da Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma política.
O racha, porém, ficou evidente. "O Tribunal Superior Eleitoral, ao fixar um prazo de 70 dias para a realização do plebiscito, inviabilizou que as alterações no sistema possam valer para 2014", afirmou o deputado Cândido Vaccarezza (SP). Para ele, o PT também não pode aceitar a sugestão de fim do voto secreto no Parlamento, tema encaminhado ao Congresso pela presidente Dilma Rousseff.
"Só ditadura tem voto aberto. Os Estados Unidos, com 200 anos de democracia, têm voto secreto. Por que o Brasil vai querer o aberto? É preciso que haja bom senso", protestou Vaccarezza.
As divergências dominaram a reunião. Na hora do almoço, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi ao encontro pedir aos petistas que mantivessem a unidade. Disse que o governo enfrentava uma crise, uma situação econômica difícil e conclamou o PT a fazer uma forte manifestação de apoio a Dilma, deixando de lado as disputas com o PMDB.
"Quem fala na volta do Lula em 2014 está prestando um desserviço. Não podemos antecipar o fim do nosso governo", afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), numa referência à opinião do colega Devanir Ribeiro (PT-SP). Em entrevista ao Estado, Devanir disse que "já está na hora de Lula voltar". "Esse assunto não ganha ressonância ente nós", rebateu Rui Falcão. "Lula não dá guarida a isso". O líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), disse que o partido decidiu vetar o "Volta Lula" por uma questão de sobrevivência. "Somos 100% pela reeleição de Dilma. Seria muita covardia puxar esse "Volta Lula" nessa crise", insistiu Dias.

PT não explica e ninguém aparece para reclamar R$ 1,7 milhões

Justiça repassa à União R$ 1,7 milhões apreendidos com membros do PT em campanha

Fonte: Olhar Jurídico - Da Redação - Katiana Pereira


Foto: Polícia Federal
Pilhas com parte do R$ 1,7 mi apreendido pela PF em 2006
Pilhas com parte do R$ 1,7 mi apreendido pela PF em 2006
O juiz federal Paulo Cezar Alves Sodré determinou que os R$ 1,7 milhões apreendidos com membros do Partidos dos Trabalhadores (PT) às vésperas das eleições de 2006, seja integralmente repassado à União. O montante foi encontrado pela Polícia Federal em um hotel em São Paulo, com Gedimar Pereira Passos - que trabalhava na campanha para reeleição do ex-presidente Lula - e Valdebran Padilha - arrecadador da campanha do PT à Prefeitura de Cuiabá em 2004.

A informação é do Portal UOL. Segundo a publicação, até o momento ninguém reclamou o dinheiro. A origem de parte do dinheiro continua desconhecida.

Segundo o Ministério Público Federal em Mato Grosso, o valor seria usado para a compra de um suposto dossiê que revelaria o envolvimento do então candidato ao governo de São Paulo, José Serra (PSDB), com a organização criminosa que ficou conhecida como "máfia dos sanguessugas", de compra de ambulâncias superfaturadas.

O caso ficou conhecido como escândalo dos "aloprados". Em junho de 2012, a Justiça Federal aceitou denúncia do MPF-MT contra nove pessoas por crime contra o sistema financeiro nacional, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Entre os denunciados, estão os "aloprados" Jorge Lorenzetti, Expedito Veloso, Osvaldo Bargas e Gedimar Pereira Passos, que trabalhavam na campanha de reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Constam ainda da denúncia os nomes de Hamilton Lacerda, ex-braço direito do hoje ministro Aloizio Mercadante (Educação) e do empresário Valdebran Padilha, que em 2004 atuou como arrecadador da campanha petista à prefeitura de Cuiabá.

A denúncia atribui ao grupo os crimes de formação de quadrilha, contra o sistema financeiro, de lavagem de dinheiro e declaração de informação falsa em contratos de câmbio. Não foi provado o crime eleitoral.

Ministro da Previdência na lista da farra do Passe Livre da FAB


Ministro da Previdência também usou jato da FAB para ver jogo

LEANDRO COLON - Conteúdo Folha - DE SÃO PAULO

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho (PMDB), também usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) no fim de semana para ir ao Rio de Janeiro assistir à final da Copa das Confederações no Maracanã.
O ministro saiu de Brasília na sexta-feira às 6h com destino a Fortaleza para cumprir agenda oficial na cidade de Nova Morada (CE). O compromisso acabou pela manhã.
Em vez de retornar a Brasília, o ministro pediu que o avião, um Learjet 35, o levasse ao Rio, onde havia programado passar o fim de semana para ver o jogo da seleção brasileira contra a Espanha.

Garibaldi Alves no Poder e Política


O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, participa do programa "Poder e Política", conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues
A aeronave saiu às 14h de sexta de Fortaleza e chegou às 17h no Rio. Em entrevista à Folha, Garibaldi contou que deu carona a um amigo, o empresário Glauber Gentil. Ambos viajaram num avião que comporta 10 passageiros.
"Eu não iria passar o fim de semana em Natal [terra do ministro]. Se fosse voltar para Brasília, teria optado por lá. Mas havia programado ir ao Rio. Fui para passar o fim de semana e ver o jogo", disse.
"Me senti no direito de o avião me deixar onde eu quisesse ficar", afirmou o ministro. "Já fiz isso outras vezes, porque na volta fico sempre no destino que eu me programei. Pedi com antecedência, senão ministro entra na fila."
Ele ganhou ingresso do Ministério do Esporte para o Maracanã e disse ter gostado do jogo. "Quem não gostou?"
O decreto 4244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente".
Ou seja, segundo o decreto, Garibaldi não poderia ir ao Rio porque não tinha agenda nem mora na cidade. O ministro disse que retornou para Brasília em voo comercial.
OUTROS CASOS
Garibaldi é primo do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que usou outro avião da FAB para ver o jogo da seleção. A Folha revelou na quarta-feira (3) que Alves levou sete convidados de Natal para o Rio. Glauber Gentil, que foi para o Rio com Garibaldi, pegou carona com Alves para voltar a Natal.
No mesmo dia, o presidente da Câmara disse que errou ao permitir que sete parentes pegassem carona em um avião da Fab para assistir ao jogo da seleção e devolveu à União R$ 9.700, segundo ele, equivale em bilhetes comerciais à carona dada a parentes em avião oficial.
Cotação com empresas de fretamento mostra que esse custo seria de ao menos R$ 158 mil.

Senado corta 53% dos royalties que iam para educação

Prometem, aprovam e modificam - ISSO É BRASIL!

Estimativa de repasse para a saúde também caiu, de R$ 69,77 bilhões para R$ 10,7 bi, em relação ao texto aprovado pela Câmara

Conteúdo: Ocimara Balmant - O Estado de S. Paulo
O projeto de lei que destina royalties do petróleo para educação e saúde, aprovado pelo Senado na noite de terça-feira, reduziu em 62% o montante direcionado às duas áreas em relação ao que havia sido votado pelos deputados.
Com isso, o repasse cai de R$ 279,08 bilhões para R$ 108,18 bilhões. No caso da educação, o porcentual diminui 53,43%: de R$ 209,31 bilhões para R$ 97,48 bilhões. Na saúde, com a redução de 84,7%, o valor despenca de R$ 69,77 bilhões para R$ 10,7 bilhões. A estimativa é da Consultoria Legislativa de Recursos Minerais, Hídricos e Energéticos da Câmara, com dados da Agência Nacional do Petróleo.
É um retrocesso ao clamor popular, avaliam especialistas. O projeto da Câmara, votado na semana passada em meio ao furor das manifestações que pediam 10% do PIB brasileiro para a educação, não chegava a alcançar esse porcentual, mas previa um acréscimo de 1,1% do PIB para o setor até 2022, chegando a 7% - hoje são 5,8%.
"A redução feita pelo Senado derrubou o porcentual de 1,1% para apenas 0,4% do PIB. Foi o anticlímax. Existia um ganho que não era o ideal, mas melhorava bem. Agora voltamos quase ao zero", diz o professor Luiz Araújo, especialista em financiamento e políticas públicas.
O relator do projeto é o líder do governo na Casa, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), e as alterações, segundo os bastidores no Congresso, são resultado de um acordo entre governo e líderes partidários.
Entre as mudanças propostas pelo Senado, duas delas explicam a redução do investimento. A primeira é em relação aos contratos já assinados. Assim como a Câmara, o texto dos senadores mantém que royalties obtidos com a produção atual de petróleo, em contratos assinados desde 3 de dezembro de 2012, já sejam destinados ao setor. A diferença é que, pelo substitutivo, a regra vale só para os royalties que cabem à União: Estados e municípios ficam isentos da obrigatoriedade.
A outra alteração que interfere no montante de verbas é a questão do Fundo Social. O projeto do Senado destina 50% dos rendimentos dos recursos recebidos pelo Fundo Social, em vez do total. Isso significa que o excedente em óleo referente aos contratos de partilha de produção não será destinado às áreas de educação e saúde, a não ser pelos rendimentos.
"A nossa luta não é para criar pressão sobre a base econômica brasileira. O que pedimos para a educação não vai quebrar o País. Mudar tudo isso é chamar o povo de idiota. O País não pode abrir mão dessa conquista", afirma o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.
Um estudo do professor Nelson Cardoso Amaral, especialista em financiamento da Universidade Federal de Goiás (UFG), mostra que, para chegar ao valor que os Estados Unidos investem por ano em cada estudante, o Brasil teria de empenhar 10% do PIB de hoje até 2040.
Um documento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta outras possibilidades para a necessidade de aumentar recursos, como a ampliação de impostos e a vinculação de parte das contribuições para o setor, até ações como melhorar a gestão e o controle social dos gastos públicos.
Empenho. Em nota, a assessoria de imprensa do senador Eduardo Braga, relator do projeto, diz que o valor estimado no projeto da Câmara era equivocado por basear-se em premissas não fundamentadas e que as alterações introduzidas no Senado buscaram aprimorar o texto, "minimizando o risco de judicialização e evitando o uso indevido do Fundo Social".
De acordo com a nota, "utilizar no País as receitas do Fundo Social contraria todos os princípios para os quais ele foi criado, especialmente a estabilidade econômica e a capacidade de competição".
Ao fim, o texto divulgado salienta que a iniciativa de vincular os 100% dos royalties do petróleo para a educação foi uma iniciativa do governo. "Portanto, o governo e o Parlamento brasileiro têm o maior interesse em aumentar as verbas, mas de maneira responsável e segura juridicamente."
Por causa das alterações realizadas, a matéria volta a ser discutida na Câmara. A Casa deve votar, na próxima semana, se aceita as modificações no texto ou se mantém o que havia sido aprovado anteriormente. Após essa decisão, o projeto segue para a presidente, que decidirá pelo sanção ou veto.

Eike Batista já está 92% menos bilionário

Conteúdo Estadão
Gustavo Santos Ferreira
O derrocada de Eike Batista nos negócios talvez só não seja tão grande quanto a ânsia dos meios de comunicação em apontar o dedo para a sua desgraça.
A agência Bloomberg destaca nesta quinta-feira, 4, em dinheiro, o tamanho da capotada do brasileiro que prometia ser o homem mais rico do mundo: desde o maior pico de sua fortuna, de U$ 34,5 bilhões em 2012, até o dia 2 de julho, Eike ficou 91,6% menos bilionário – e não “mais pobre”, convenhamos.
Eike. Já perdeu US$ 31,6 bilhões de seu império
A fortuna do magnata brasileiro está avaliada agora em US$ 2,9 bilhões, o equivalente a R$ 6,7 bilhões na cotação atual do dólar.
Os papéis da principal empresa do Grupo EBX de Eike, a petrolífera OGX, estão em queda há algum tempo. Mas nada se compara à queda livre em desfiladeiro dos três primeiros dias desta semana: desvalorização de 50,6%.
Desde seu maior valor histórico, as ações da empresa caíram 93%. Custavam R$ 23 em outubro de 201o. Chegaram a R$ 0,39 na quarta e podem vir a custar R$ 0,10 em breve.

Fim de linha? Na quarta-feira, a Bloomberg já havia destacado que Eike usou R$ 2,3 bilhões do próprio bolso para conseguir liberação de financiamento de R$ 10,4 bilhões do BNDES.

Mas, embora a instituição de fomento do governo federal do Brasil tenha sido generosa mão estendida para Eike no passado, a fonte deve ter secado.
O Financial Times destaca em seu site a resposta do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, quando questionado se o governo ajudaria de novo Eike, agora a sair do buraco: “Não”, disse apenas.
O BNDES afirmou em nota considerar “muito pequena” a quantia com a qual se comprometeu com Eike. O FT mais uma vez não aliviou na avaliação:
“Pode ser ‘pequeno’ para o gigantesco BNDES – de longe a maior fonte de crédito para as empresas brasileiras -, mas, para os brasileiros que protestam nas ruas, é um carregamento de dinheiro que poderia ter sido mais bem utilizado noutro lugar.”
Esse ponto de vista talvez ajude a entender o fascínio causado pelo drama de Eike Batista.

Rejeição de aliados força Dilma a adiar plebiscito

RECUO - FRACASSO - DESESPERO - GOVERNO DESGOVERNADO
Rejeição de aliados força Dilma a adiar plebiscito
Conteúdo Folha - Poder
Governo reconhece que realização de consulta neste ano se tornou inviável
Presidente busca saída honrosa para vencer resistências no Congresso e promover mudanças em 2014
DE BRASÍLIA DE SALVADOR Pressionado pelos partidos de sua base aliada, o governo Dilma Rousseff desistiu de trabalhar para que o Congresso convoque um plebiscito sobre a reforma do sistema político brasileiro que produza efeitos já nas eleições de 2014.
O governo agora tentará viabilizar uma consulta no ano que vem, em março ou no fim do ano, para fazer mudanças que só começariam a valer nas eleições de 2016.
A definição sobre o momento e os temas do plebiscito dependerá do Congresso Nacional, que tem a prerrogativa de elaborar o decreto legislativo sobre a consulta.
Em dez dias, esse foi o segundo recuo do Palácio do Planalto na principal proposta de Dilma para responder às manifestações de rua.
O recuo do governo foi anunciado após uma reunião pela manhã do vice-presidente Michel Temer com os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Aloizio Mercadante (Educação) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e líderes de oito partidos aliados.
A falta de apoio no Congresso e os prazos impostos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para realização do plebiscito foram determinantes para levar o governo a desistir da ideia de realizar a consulta antes de outubro.

CONSULTA INVIÁVEL
 
Temer disse que a consulta imediata foi inviabilizada pelo prazo fixado pelo TSE, pois o Congresso teria de aprovar a reforma antes de 5 de outubro para que as regras pudessem valer no ano que vem.
"Não há mais condições de fazer nenhuma consulta antes de outubro. Não havendo condições temporais para fazer a consulta, qualquer reforma que venha se aplicará nas próximas eleições e não para essa [2014]", disse ele após a reunião: "É uma ideia descartada no momento".
Ao longo do dia, o Planalto trabalhou para tentar desfazer a imagem de que recuara ou desistira do plebiscito. Em Salvador, Dilma reafirmou seu apoio à proposta: "Não sou daqueles que acreditam que o povo não é capaz de entender [o plebiscito] porque as perguntas são complicadas" e disse acreditar na "inteligência, esperteza e sagacidade do povo brasileiro".
A presidente ressaltou, porém, que só fez uma "sugestão": "Como o Executivo federal não pode fazer essa consulta, porque pela Constituição quem faz essa consulta é o Parlamento, Câmara e Senado, nós encaminhamos uma sugestão pedindo ao Congresso Nacional que convocasse esse plebiscito".
Cardozo reproduziu o argumento da presidente. Segundo ele, cabe ao Congresso definir o conteúdo e a data do plebiscito: "O governo não pode bater o martelo numa coisa [em] que não tem o martelo. Não é dele, é do Congresso. Nós só sugerimos".
Após a repercussão negativa de suas declarações sobre a inviabilidade de um plebiscito válido em 2014, Temer divulgou nota dizendo que tinha sido mal interpretado.
O vice disse que o governo "mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014": "Minha declaração sobre a realização do plebiscito da reforma política relatou a opinião de alguns líderes da base".

'FRACASSO'
 
Inicialmente, Dilma havia sugerido um plebiscito para ouvir os eleitores sobre uma constituinte exclusiva sobre a reforma política. A ideia foi alvo de questionamentos jurídicos e ataques de políticos.
Para contornar o impasse, Dilma reapresentou a proposta de reforma política, mas defendeu que fosse feito um plebiscito este ano e enviou ao Congresso mensagem propondo que a população fosse ouvida sobre cinco pontos.
A oposição viu no recuo um "fracasso" do governo. Presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) disse que o plebiscito "já nasceu morto" e por isso o governo teve de reconhecer que a realização da consulta popular seria "inviável".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/117378-rejeicao-de-aliados-forca-dilma-a-adiar-plebiscito.shtml
(MÁRCIO FALCÃO, TAI NALON, VALDO CRUZ, FERNANDA ODILLA E NELSON BARROS NETO)

Deputado diz que vereador do PT está "financiando vândalos" em manifestações

O PT e suas facções coligadas é que promovem o vandalismo
FORTALEZA - O deputado estadual Perboyre Diógenes (PMDB) fez duras críticas ao vereador Ronivaldo Maia (PT) durante sessão desta terça-feira na Assembleia Legislativa. Segundo o deputado, o petista estaria “financiando vândalos” durante os protestos ocorridos na Capital.
Na última quinta-feira, 27, Ronivaldo, que foi líder da ex-prefeita Luizianne Lins (PT) na Câmara Municipal, pagou a fiança de quatro manifestantes que foram detidos durante o protesto, realizado nas proximidades da Arena Castelão.
“Ronivaldo estava financiando vândalos na manifestação, incentivando e apoiando”, acusou Perboyre. O deputado afirmou ainda que “enquanto tiver petista no meio” dos protestos, continuarão ocorrendo problemas relativos a confrontos entre manifestantes e policiais.
O deputado Antônio Carlos (PT), que pertence ao mesmo grupo de Ronivaldo e Luizianne no PT, disse que as declarações de Perboyre são somente “mais uma manifestação da direita conservadora”. Segundo ele, o vereador apenas “acompanhou e prestou solidariedade” a alguns manifestantes que precisaram de ajuda.
O vereador Ronivaldo Maia (PT), líder do governo na Câmara Municipal durante gestão Luizianne Lins (PT), pagou a fiança de quatro manifestantes detidos durante a manifestação registrada no entorno da Arena Castelão, nessa quinta-feira, 27. Cada fiança ficou em R$ 500, no total de R$ 2 mil.
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Ficou, no entanto, acertado que haveria uma cota depois para reembolsar o que foi pago pelo petista. O vereador João Alfredo (PSOL) confirmou que está entre os que vão colaborar com essa cota. Alfredo, inclusive, compareceu ao 16º Distrito Policial após as manifestações.
Fonte: Redação O POVO Online, com informações do repórter Carlos Mazza

Protesto perto do prédio do governador do Rio termina em confronto

Cerca de 400 pessoas se reuniram nas imediações da casa de Sérgio Cabral (PMDB), no Leblon; seis manifestantes foram presos e quatro policiais militares ficaram feridos

Sergio Torres, Heloísa Aruth Sturm e Luciana Nunes Leal
Conteúdo: O Estado de S. Paulo

Manifestantes bloquearam o trânsito na Av. Delfim Moreira - Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE
Manifestantes bloquearam o trânsito na Av. Delfim Moreira
RIO - Seis manifestantes foram presos e quatro policiais militares ficaram feridos durante confronto no fim da noite de quinta-feira, 4, na rua Aristides Espíndola, onde fica o prédio habitado pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) no Leblon.
Havia cerca de 400 manifestantes, segundo a Polícia Militar (PM), quando o tumulto começou.
Bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral foram atiradas por policiais na avenida Delfim Moreira, na praia do Leblon, endereço de alguns dos mais caros imóveis cariocas. Manifestantes apedrejaram as tropas e os edifícios de luxo da orla.
Com o estouro dos explosivos, os manifestantes dispersaram-se. Muito deles correram para a areia em direção à praia de Ipanema. Foram perseguidos pelos integrantes das tropas do Batalhão de Choque. Segundo lideranças dos protestos, as pessoas foram agredidas e humilhadas, pois teriam sido obrigadas a permanecer deitadas de bruços, com os rostos enterrados na areia.
A manifestação, batizada de "Ocupa Cabral", começou a partir das 18h. Além de exigir melhorias nas áreas de saúde, educação e segurança pública, transparências nos negócios públicos e o fim da violência policial, os manifestantes reclamavam de dois procedimentos do governador em relação ao movimento.
A primeira queixa era a de que Cabral forjou uma reunião no Palácio Guanabara (sede do governo) com líderes do movimento. Os cinco convidados, segundo os líderes do protesto, eram pessoas sem representatividade, que teriam sido infiltradas no movimento pelo governo estadual. Duas delas estiveram no protesto de ontem e foram expulsas após serem ofendidas e ameaçadas de agressão.
A segunda queixa tratava da expulsão, durante a madrugada de terça-feira passada, de 15 manifestantes que, havia 11 dias, acampavam na esquina do edifício do governador.
Após o confronto, a PM informou que quatro policiais foram atingidos por pedregulhos e tiveram que ser hospitalizados. Os seis manifestantes presos, acusados de agredir os PMs, acabaram liberados durante a madrugada. Um deles foi flagrado com maconha, segundo a polícia.
Mais cedo, uma equipe da TV Record foi encurralada por manifestantes mais exaltados, que foram agressivos com a repórter. Os jornalistas tiveram de deixar o local, com a ajuda de outros participantes do protesto, que fizeram um cordão de isolamento.
No ato desta quinta, cerca de 30 pessoas usaram guardanapos de pano amarrados na cabeça, numa referência a uma comemoração que reuniu Cabral, secretários de Estado e o empresário Fernando Cavendish, dono da Construtora Delta, em Paris. Naquela festa, alguns integrantes dançaram usando guardanapos na cabeça.
O protesto foi organizado pela internet por um grupo que se intitula Anonymus Rio. Os ativistas previam reunir 10 mil pessoas, e na internet 9 mil confirmaram presença.