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terça-feira, 10 de setembro de 2013

O PODER DEVE ESTAR NA COMUNIDADE



O PODER DEVE ESTAR NA COMUNIDADE

Companheiros e companheiras, a comunidade é que deve ser poderosa...

Por Isaac Carreiro Filho

“Dilma é a 3ª mulher mais poderosa do mundo.” (Forbes Magazine)

Um país rico é um país sem mentiras.”

AS AUTORIDADES DESTE PAÍS TÊM EXERCIDO O PODER COM ÉTICA?
Art. 1º, § único. “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. (CF 88). As histórias de Pinóquio pipocam aqui e acolá e chamam isto de Marketing.

AVANÇO NA CULTURA NÃO SE DÁ POR MÉTODOS MIRABOLANTES
Em mais um troca-troca ministerial, Dilma Roussef exigiu de Marta Suplicy avanço na cultura. A estrela petista assumiu o Ministério da Cultura ao som dos Titãs (ich!), cobrando do Congresso a aprovação da lei que cria o vale cultura, um benefício trabalhista de R$ 50,00 que poderia ser usado para gastos com cinemas, teatro e outras atividades artísticas. Mais uma vez o governo insiste na política de assistencialismo vicioso, quando o ideal seria reverter tal quantia aos salários, esquecendo-se de que a cultura é um processo paulatino, dependente da manifestação da comunidade.
O verdadeiro avanço na educação e na cultura deve começar com respeito aos professores (salários dignos, treinamento) e educação de qualidade nos colégios.

ESTAMOS MATANDO OS ÍNDIOS
Veiculou recentemente um boato na Internet que o Exército Brasileiro vem sistematicamente matando a população indígena deste país. Não existem fatos reais que fundamentam tal informe. A mesma rede divulgou logo a seguir, baseada em dados oficias, que a população indígena brasileira mais que duplicou em dez anos.
Na Amazônia, quase 90% do contingente militar tem origem indígena. Para nosso orgulho, esta etnia está cada vez mais integrada às Forças Armadas, diferentemente do que ocorreu em outras partes do planeta, como na América do Norte.
Servi na Amazônia de 1994 a 1996. Pude constatar que os indígenas estão melhores do que muita gente pensa: são livres, falam três ou mais idiomas, usam antenas parabólicas e são liderados por capitães. A comunidade indígena está mais viva do que nunca.

A REBELDIA OBSESSIVA PODE CUSTAR CARO
Embora a maioria dos brasileiros não se dê conta, lutando pela sobrevivência e absorvida no difícil e perigoso dia a dia, parece que estamos vivendo coletivamente a Parábola do Filho Pródigo numa versão pós-moderna.
Alguns anarquistas de porão se acham injustiçados e pedem indenizações milionárias. Ora, desde cedo aprendi que quem faz opções erradas deve arcar com o ônus de suas decisões e não imputar o seu erro, por ação ou omissão, à coletividade.
A Comissão da Verdade deveria levantar os dois lados e não somente os agentes do Estado. Hermética e refratária perde a razão de ser pela falta do contraditório. A Anistia está, na realidade, a serviço de uma minoria cada vez mais privilegiada. Se nada mudar, a demanda reprimida gerará uma profusão de pedidos indenizatórios e quem pagará a conta mais uma vez será a comunidade ordeira e trabalhadora deste país.

COLÉGIOS MILITARES
A par da qualidade de ensino, a juventude aprende a ser responsável e adquire hábitos e costumes saudáveis, tais como disciplina e hierarquia, além de cultuar as noções de patriotismo, amor à pátria e respeito aos símbolos nacionais.

O MENSALÃO É APENAS A PONTA DO ICEBERG
Ainda há muita gente grande por trás do esquema do mensalão denunciado por Roberto Jefferson. Estão tentando tapar o sol com a peneira e escondendo aquilo que todo mundo já sabe, principalmente dos principais beneficiários. Castelos bilionários surgem da noite para o dia, mas não ficará pedra sobre pedra. Esqueceram que Deus vê tudo. O país não pode conviver mais com caixa 2. Se não tivesse havido o gesto tresloucado de Roberto Jefferson teria sido um plano perfeito envolvendo Lula e José Dirceu, segundo Nelson Motta, em O plano perfeito, Estado de São Paulo, 05 out. 2012.

O PARADIGMA DA MARCA DOS ESCOLHIDOS
Escolhido é sinônimo de selecionado, eleito, adotado.  Pelo sufrágio universal o povo chama alguém para representá-lo, delega autoridade. Em contrapartida, o eleito deveria prestar bons serviços, dar bons frutos e não legislar em causa própria. As pesquisas de opinião[1] e a urna eletrônica ainda são confiáveis? Maldito o homem que confia no homem. Os escolhidos devem possuir marcas como: pessoa de fé inabalável no que faz; otimismo com pé no chão; comprometimento; postura; ter passado presente e futuro; comportamento equilibrado; atitude; testemunho pregresso por meio de obras ou serviços comunitários já prestados. Enfim, o escolhido deve ser um cidadão aprovado pela comunidade sem ter do que se envergonhar. DEUS SEJA LOUVADO.

"Dinheiro faz homens ricos, o conhecimento, homens sábios e a humildade faz grandes homens!!!"



OUVINDO A VOZ DA INTERNET
O YouTube divulgou em setembro que a presidente Dilma anunciara em rede nacional, às vésperas de 7 de setembro,  que o governo mandou baixar as tarifas de energia elétrica no Brasil. Na realidade, a ordem teria vindo do Tribunal de Contas da União. O TCU mandou devolver mais de 11 bilhões de cobranças indevidas de energia elétrica nos últimos 7 anos, com percentual fixado pelas contas anteriores pagas a maior desde 2003.




A premissa do método estatístico é a de que não seria necessário ouvir toda a população para conhecer a sua preferência política. Isto exige métodos de amostragem bem planejados e executados. As pesquisas de opinião pública podem auxiliar na tomada de decisões.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A PERIGOSA VERDADE SOBRE OS MÉDICOS CUBANOS

Drama dos médicos cubanos: praticam um “curandeirismo” escravos de paramilitares, diz doutor que fugiu a Miami


O cubano Gilberto Velazco Serrano, 32, aprendeu a ser médico com livros desatualizados, sem medicamentos nem equipamentos.

“É triste, mas eu diria que o que se pratica em Cuba é uma medicina quase de curandeirismo”, disse em entrevista a Aretha Yarak da “Veja” (31/08/2013).

Gilberto foi enviado à Bolívia em 2006 para uma “ação humanitária” e logo percebeu que estava em meio a uma manobra de pregação da ideologia comunista.

Velazco não aceitou o regime de servidão escravocrata e fugiu. De início pediu abrigo político no Brasil, mas obteve uma situação provisória.

Ele agora mora com a família em Miami, EUA e estuda para revalidar seu diploma.

Eis excertos de sua entrevista à “Veja”:

Como os médicos são selecionados para as missões?

Eles são obrigados a participar. Em Cuba, se é obrigado a tudo, o governo diz até o que você deve comer e o que estudar. As brigadas médicas são apenas uma extensão disso.

Se eles precisam de 100 médicos para uma missão, você precisa estar disponível. Normalmente, eles faziam uma filtragem ideológica, selecionavam pessoas alinhadas ao regime. Mas acredito que essa filtragem esteja menos rígida ou tenha até acabado.

Como foi sua missão?

Fomos enviados 140 médicos para a Bolívia em 2006. Disseram que íamos ficar no país por três meses para ajudar a população após uma enchente.

Quando cheguei lá, fiquei sabendo que não chovia há meses. Era tudo mentira. Os três meses iniciais viraram dois anos.

O pior de tudo é que o grupo de 140 pessoas não era formado apenas por médicos. Havia pelo menos 10 paramilitares.

A chefe da brigada, por exemplo, não era médica. Os paramilitares estavam infiltrados para impedir que a gente fugisse.

Paramilitares?

Vi armas dentro das casas onde eles moravam.

Eles andavam com dinheiro e viviam em mansões, enquanto nós éramos obrigados a morar nos hospitais com os pacientes internados.

Como era o trabalho dos paramilitares?

A chefe da brigada disse: “Vocês são guerrilheiros, não médicos. Não viemos à Bolívia tratar doenças parasitárias, vocês são guerrilheiros que vieram ganhar a luta que Che Guevara não pode terminar”.

Eles nos diziam o que fazer, como nos comportar e eram os responsáveis por evitar deserções e impedir que fugíssemos.

A chefe da brigada disse: “Vocês são guerrilheiros, não médicos. Não viemos à Bolívia tratar doenças parasitárias, vocês são guerrilheiros que vieram ganhar a luta que Che Guevara não pode terminar”.
Você foi obrigado a fazer algo que não quisesse?

Certa vez, eu fui para Santa Cruz para uma reunião, lá me disseram que eu teria de ficar no telefone, para cadastrar o número de atendimentos feitos naquele dia. Acabei tendo que alterar os dados, já que o estabelecido era um mínimo de 72 atendimentos por médico ao dia. Os dados foram falsificados.

Como é a formação de um médico em Cuba?

Muito ruim. É uma graduação extremamente ideologizada, as aulas são teóricas, os livros são velhos e desatualizados. Alguns tinham até páginas perdidas.

Aprendi sobre as doenças na literatura médica, porque não tinha reativo de glicemia para fazer um exame, por exemplo. Não dava para fazer hemograma.

A máquina de raio-X só podia ser usada em casos extremos.

Os hospitais tinham barata, ratos e, às vezes, faltava até água.

Vi diversos pacientes que só foram medicados porque os parentes mandavam remédios dos Estados Unidos.

Aspirina, por exemplo, era artigo raro.

É triste, mas eu diria que é uma medicina quase de curandeiro.

Você fala para o paciente que ele deveria tomar tal remédio. Mas não tem. Aí você acaba tendo que indicar um chá, um suco.

Como era feita essa "graduação extremamente ideologizada" que o senhor menciona?

Tínhamos uma disciplina chamada preparação militar.

Segundo o governo cubano, o imperialismo iria atacar a ilha e tínhamos que nos defender.

Assim, estudávamos tudo sobre bombas químicas, aprendíamos a atirar com rifle, a fazer maquiagem de guerra e a nos arrastar no chão. Mas isso não é algo exclusivo na faculdade de medicina, são ensinamentos dados até a crianças.

Como é o sistema de saúde de Cuba?

O país está vivendo uma epidemia de cólera. Nas últimas décadas não havia registro dessa doença. Agora, até a capital Havana está em crise.

A cólera é uma doença típica da pobreza extrema, ela não é facilmente transmissível. Isso acontece porque o sistema público de saúde está deteriorado. Quase não existem mais médicos em Cuba, em função das missões.

Por que você resolveu fugir da missão na Bolívia?

Minha realidade era: ao me formar médico eu teria um salário de 25 dólares. Em Cuba, o paramédico é uma propriedade do governo.

Eu não tinha opção. Eram pagos 5.000 dólares por médico, mas eu recebia apenas 100 dólares: 80 em alimentos que eles me davam e os 20 em dinheiro. Eu nunca fui pago corretamente, já que médico cubano não pode ter dinheiro em mãos, se não compra a fuga.

Você pediu asilo no Brasil?

Aleguei que faria o Revalida e iria para o Nordeste trabalhar em regiões pobres, mas a Polícia Federal disse que não poderia regularizar minha situação. Nesse meio tempo, fui à embaixada dos Estados Unidos e fui aprovado.

Após a sua deserção, sua família sofreu algum tipo de punição?

Meus pais nunca receberam um centavo do governo cubano enquanto estive na Bolívia, mas sofreram represálias depois que eu decidi fugir.

A primeira leva de cubanos no Brasil é composta por médicos mais experientes...

Pelo o que vivi, sei que isso é tudo uma montagem de doutrinação. No caso das pessoas mais velhas, é mais improvável que optem pela fuga e deixem seus familiares para trás. Geralmente, são pessoas que vivem aterrorizadas, que só podem falar com a imprensa quando autorizadas.

Assim, estudávamos tudo sobre bombas químicas, aprendíamos a atirar com rifle, a fazer maquiagem de guerra e a nos arrastar no chão. Mas isso não é algo exclusivo na faculdade de medicina, são ensinamentos dados até a crianças.
Os médicos cubanos que estão no Brasil deveriam fazer o Revalida?

A formação médica em Cuba está muito crítica. Eu passei o fim da minha graduação dentro de um programa especial de emergência.

A ideia era que eles reduzissem em um ano minha formação, para que eu pudesse ser enviado à Bolívia.

O governo cubano está fazendo isso: acelerando a graduação para poder enviar os médicos em missões ao exterior.
Fonte: http://esta-acontecendo.blogspot.com.br

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Barbosa deve pedir prisão imediata dos meliantes mensaleiros

TSF - Barbosa deve pedir nesta quinta-feira prisão de réus do mensalão
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, deve pedir amanhã, 5, a prisão imediata dos réus do mensalão. Se for concluída nesta quarta-feira, 4, a análise de todos os embargos de declaração e rejeitada a possibilidade de novo julgamento para 11 dos 25 condenados, Barbosa e ao menos outros dois ministros defenderão que a pena comece a ser cumprida imediatamente.

Política
Barbosa deu sinais, desde o início do julgamento dos primeiros recursos, de que pediria a antecipação do cumprimento da pena. Em vários momentos, o relator da ação penal afirmou que os recursos dos réus eram "meramente protelatórios" e visavam apenas a postergação da execução da pena.
O ministro Gilmar Mendes, que deverá apoiar a proposta, afirmou, ainda antes de iniciado o julgamento dos recursos, que os embargos de declaração eram protelatórios. Já dava sinais, portanto, de que defenderia a prisão célere dos condenados.
Normalmente, o tribunal só determina a execução imediata da pena depois de julgados os segundos recursos. Foi o que aconteceu recentemente no caso de Natan Donadon (RO). Condenado, o deputado recorreu da decisão. O tribunal rejeitou o recurso. Novamente, Donadon contestou a decisão e depois de quase três anos de espera, o segundo recurso foi julgado e rejeitado também. Só então, em meio às manifestações de rua de junho, o tribunal determinou a execução da pena, alegando que os novos embargos tinham a intenção apenas de protelar o fim do processo.
Jurisprudência. Advogados dos réus ontem, 3, já discutiam essa possibilidade. E ressaltavam que esta seria uma nova alteração na jurisprudência da Corte. Alguns dos condenados, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, prepararam-se para o fim antecipado do processo.
Todavia, parte dos ministros resiste a essa proposta. Alegam eles, essencialmente, que o tribunal inovaria se determinasse a prisão imediata dos réus após o julgamento dos primeiros recursos. A Corte daria motivo para os condenados reforçarem as acusações de que teriam sido submetidos a um julgamento de exceção.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Globo entre a cruz e a espada

Globo pede a Lula que segure manifestantes e a ajude a combater o Google

Conteúdo: Correio do Brasil
Por Redação - de São Paulo
Lula recebe um prêmio na presença de João Roberto Marinho(E), em 2004
A pauta do recente encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente dasOrganizações Globo João Roberto Marinho, confirmado pela assessoria do Instituto Lula, vazou nesta sexta-feira em um blog na internet e revela o desespero da maior organização midiática de ultradireita na América Latina com a força das manifestações de rua, que cobram o fim do monopólio nas comunicações e o pagamento de impostos devidos pela emissora à Receita Federal. Pressionada por mais um protesto, convocado para esta sexta-feira, em frente às suas instalações, na capital paulista, e pela queda no faturamento devido ao aumento significativo da audiência na internet, a empresa visava o abrigo de um dos maiores ícones das esquerdas no país.
Segundo o titular do blog Conversa Afiada, o jornalista Paulo Henrique Amorim (PHA), Marinho “foi ao Presidente Lula pedir ajuda contra o Google”. Citando fonte, o também apresentador de um jornal noturno na Rede Record, principal adversária da Rede Globo na TV aberta, afirmou que “a publicidade está numa situação tal que pode provocar uma crise” no setor, que reúne a mídia conservadora no país e é conhecido, por sua atuação política, como Partido da Imprensa Golpista (PIG). Seu interlocutor não disse, mas “imagina-se que o Lula deva ter achado ótimo”, comentou o colunista.
Depois de culpar o Google, maior mecanismo de buscas e difusor de publicidade na web, no mundo, pela queda na arrecadação dos veículos de comunicação que controla no país, segundo PHA, “filho do Roberto Marinho – segundo esse passarinho inconfidente – passou a ‘espinafrar’ a Dilma. Que a Dilma isso, que a Dilma aquilo, e, além do mais, a Dilma não o recebe – não recebe o filho do Roberto Marinho”.
“E, aí, amigo navegante, a bomba! O filho do Roberto Marinho pediu ao Lula para voltar. ‘Volta, Lula, volta, pelo amor de Deus! Mas, como? indagou o Lula”, segundo a fonte.
– Vocês me espinafraram todo dia e você vem aqui me pedir para voltar? – teria questionado o ex-presidente
– Mas, você é diferente, Lula, respondeu o filho do Roberto Marinho. Você é um estadista – disse João Roberto Marinho, segundo o jornalista.
“O filho do Roberto Marinho foi embora sem uma gota de esperança”, acrescenta PHA. Após a saída do visitante, Lula teria comentado com a fonte:
– Esses caras me esculhambam o tempo todo e agora querem que eu volte. Ora, vai …
Temor justificado
Ainda segundo PHA, Marinho tem razões de sobra para estar assustado com o crescimento do Google no país. Recentemente, a agência norte-americana de publicidade Omnicom, a segunda do mundo, associou-se à francesa Publicis para se tornar a primeira do mundo, em uma tentativa de enfrentar o Google, que se tornou, de fato, a maior agência mundial de publicidade. “O Google é o maior destinatário de publicidade do Brasil, depois da Globo”, constata PHA. Atualmente, segundo projeções de analistas do setor, a internet detém 15% da verba de publicidade do Brasil mas, na próxima década, chegará aos 50%. O Google paga em dólares aos proprietários dos sites na internet e, na soma de publicidade no Google, no Youtube e Twitter, a conta já se aproxima do faturamento da Globo. Sem os 75% a 80% do mercado publicitário na tevê aberta, como ocorre hoje no Brasil, o modelo de negócios da Globo naufraga, segundo PHA.
“Não tem como pagar US$ 300 mil de capítulo de novela, três novelas no ar, novas, por dia, 365 dias por ano. Nem R$ 15 milhões por mês de salário a atores que não estão no ar. Um dia, o SBT e a Bandeirantes procuraram o presidente Fernando Henrique (…) para que o capital estrangeiro entrasse na indústria da tevê brasileira”, lembra o jornalista. FHC, diante do pedido, teria dito a um diretor da Band que ele próprio não tinha como enfrentar a Globo, que eles fossem ao Congresso lutar por isso.
“Quando a Globo quebrou, ela precisou de capital estrangeiro no cabo e o FHC deu. Quando o presidente Lula assumiu, a Globo estava quebrada. O PT poderia, ali, quebrar a espinha da Globo. O Ministro Palocci, de inúmeros serviços prestados ao neolibelismo pátrio e à indústria de supermercados salvou a Globo. Foi ali que a Globo começou a sonegar Imposto de Renda. E até hoje não mostrou o DARF (recibo do pagamento dos impostos devidos em um rumoroso processo judicial que monta cerca de R$ 1 bilhão)”, escreveu o jornalista.
Concentração absurda
A própria Secretaria da Comunicação (Secom) da presidência da República, responsável pelo investimento publicitário das verbas do governo federal, autarquias e empresas estatais, publicou recentemente um texto no qual questionava as críticas realizadas por pequenas empresas de comunicação e empreendedores individuais, entre eles blogueiros, acerca dos seus critérios na aplicação dos recursos públicos em publicidade. Não ficou sem resposta. A associação dessas pequenas empresas de comunicação, com representatividade em todo o país (Altercom) tem defendido os interesses da sua base e proposto entre outros pontos que se estabeleça como política a destinação de 30% das verbas publicitárias às pequenas empresas de comunicação. Pratica adotada em outros setores da economia, como na compra de alimentos para a merenda escolar. E também em outros países onde a pluralidade informativa é obrigação do Estado, inclusive do ponto de vista do financiamento.
Leia, adiante, a nota da Altercom:
“Em nome da qualidade do debate democrático, a Altercom utilizará os números do estudo divulgado pela Secom para defender sua tese de que a política atual do governo federal está fortalecendo os conglomerados midiáticos, não garante a pluralidade informativa e mais do que isso não reflete os hábitos de consumo de comunicação e informação do brasileiro. Tem como única referência os parâmetros das grandes agências de publicidade e seu sistema de remuneração onde o principal elemento é a Bonificação por Volume (BV).
A partir disso, seguem algumas observações que têm por base os números do estudo publicado e assinado pelo secretário executivo da Secom.
- Em 2000, ainda no governo FHC, o meio televisão representava 54,5% da verba total de publicidade que era de 1,239 bilhão. Em 2012, esse percentual cresceu para 62,63% de uma verba de 1,797 bilhão. Ou seja, houve concentração de verba em TV mesmo com a queda de audiência do meio e o fortalecimento da internet.
- Em 2011, os grandes portais receberam 38,93% das verbas totais de internet. Em 2012, os grandes portais passaram a receber 48,57% deste volume. Mesmo com a ampliação da diversidade na rede a Secom preferiu a concentração de recursos.
- Também de 2011 para 2012, a Rede Globo aumentou sua participação no share de Tvs. Saiu de 41,91% em 2011 para 43,98% no ano passado.
- Se a Secom utilizasse como base o que a TV Globo recebeu da sua verba total ano a ano, o resultado seria desprezível do ponto de vista da desconcentração como defendido a partir do estudo. Em 2000 a TV Globo teve 29,8% do total da verba da Secom e em 2012 esse percentual foi de 27,5%. Neste número não estão incluídas as verbas para TV fechada, que eram de 2,95% em 2000 e passaram para 10,03% do total do meio TV em 2012. Nesse segmento, provavelmente a maior parte dos recursos também vai para veículos das Organizações Globo que ainda tem expressivos percentuais dos recursos para jornais, rádios, revistas, portais etc.
- Utilizando os dados da Secom também é possível chegar a conclusão de que em 2000, a TV Globo ficava com aproximadamente 370 milhões das verbas totais de publicidade do governo federal. Em 2012, esse valor passou a ser de aproximadamente 495 milhões.
- O secretário executivo da Secom também afirma que houve ampliação do número de veículos programados de 2000 para 2012, o que a Altercom reconhece como um fato. Essa ampliação foi significativa, mas no texto não é informado qual a porcentagem do valor total destinado a esses veículos que antes não eram programados.
- Por fim, no estudo o secretário parece defender apenas o critério da audiência quantitativa como referência para programação de mídia. Sendo que a legislação atual não restringe a distribuição das verbas de mídia ao critério exclusivo de quantidade de pessoas atingidas. Aponta, por exemplo, a segmentação do público receptor da informação e o objetivo do alcance da publicidade, entre outras questões. E é notório também que a distribuição dos recursos deve considerar a qualidade do veículo programado e a sua reputação editorial.
Considerando que a Secom está disposta ao diálogo, o que é bom para o processo democrático, a Altercom solicita publicamente e por pedido de informação que será protocolado com base na legislação vigente, os seguintes dados.
- A lista dos investimentos em todas as empresas da Organização Globo no período do estudo apresentado pela Secom (2000 a 2012).
- O número de veículos programados pela Secom ano a ano no período do estudo (2000 a 2012)
- Quanto foi investido por cada órgão da administração direta e indireta no período do estudo (2000 a 2012).
- Quais foram os 10 veículos que mais receberam verbas publicitárias em cada órgão da administração direta e indireta em cada meio (TV, rádio, jornais, revistas, internet etc) no período do estudo (2000 a 2012).
- A curva ABC dos veículos e investimentos realizados pela Secom. Ou seja, o percentual de verbas aplicadas nos 10 maiores veículos, nos 100 maiores e nos demais no periodo de 2000 a 2012.
- O que justifica do ponto de vista dos hábitos de consumo da comunicação a ampliação do percentual de verbas publicitárias de 2000 para 2012 no meio TV.
- O sistema e o critério de classificação e ranqueamento que estaria sendo utilizado pela Secom para programação de mídia.
A Altercom tem outras ponderações a fazer a partir do estudo apresentado, mas confiando na postura democrática da atual gestão avalia que os pontos aqui levantados já são suficientes para que o debate seja feito em outro patamar.
Reafirmamos nossa posição de que a distribuição das verbas publicitárias governamentais não pode atender apenas a lógica mercadista. Elas precisam ser referenciadas nos artigos da Constituição Federal que apontam que o Estado brasileiro deve promover a diversidade e a pluralidade informativa.
A Altercom também reafirma a sua sugestão de que a Secom deveria adotar o percentual de 30% das verbas publicitárias para os pequenos veículos de informação, o que fortaleceria toda a cadeia produtiva do setor da comunicação. E colocaria o Brasil num outro patamar democrático, possibilitando o fortalecimento e o surgimento de novas empresas e veículos neste segmento fundamental numa sociedade informacional”.

No Brasil, corrupto não fica um dia sequer preso

Quadrilha que dirigia o Banco Nacional não fica sequer 24 horas na prisão

4/9/2013 13:18
Por Redação - do Rio de Janeiro
Magalhães Pinto chegou a ser levado para um presídio carioca, mas foi libertado logo em seguida
Magalhães Pinto chegou a ser levado para um presídio carioca, mas foi libertado logo em seguida

Presos por agentes da Polícia Federal na véspera, pela manhã, os quatro ex-dirigentes do antigo Banco Nacional passaram menos de 24 horas na cadeia. Eles foram soltos ainda na terça-feira, mediante habeas corpus, concedido no começo da noite pelo desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região. O ex-controlador do banco, Marcos Magalhães Pinto, o ex-vice-presidente da Área de Controladoria Clarimundo Sant’anna, o ex-diretor Arnoldo Oliveira e Omar Bruno Corrêa chegaram a ser levados ao presídio Ary Franco, onde passaram por todos os procedimentos normais aos novos detentos, mas o desembargador levou em conta o fato de os processos do réus não terem transitado em julgado, cabendo recursos contra as condenações proferidas em 2002. As idades dos executivos réus, todos com mais de 70 anos, também foram consideradas.
Os quatro executivos dirigiam um dos mais tradicionais bancos do país, que sofreu intervenção nos anos 90 e protagonizou grande escândalo financeiro. A prisão foi decretada pelo juiz Marcos André Bizzo Moliari, da 1ª Vara Criminal Federal do Rio, a pedido do MPF. Os dirigentes foram condenados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta, prestação de informações falsas a investidor ou à repartição pública e inserção de elementos falsos em demonstrativo contábil de instituição financeira. Um quinto ex-executivo, Nagib Antônio, com prisão decretada, nem chegou a ser preso na véspera, junto com os colegas.
Magalhães Pinto, segundo o MPF, é o único não condenado por formação quadrilha, e deve cumprir pena de 12 anos e dois meses, enquanto Sant’anna foi condenado a 15 anos e um mês. Arnoldo Oliveira ficará preso por 17 anos e um mês, e Omar Bruno Correia, por 8 anos e dez meses. A procuradora Ariane Guebel de Alencar alegou que “levar o princípio da presunção de inocência ao extremo de impedir a execução de sentença condenatória quando não há mais recurso com efeito suspensivo seria, de fato, um brinde à impunidade e à ineficiência da Justiça”.
Relembre o escândalo
• Resultado maquiado
Os problemas do Banco Nacional começaram em 1986, quando registrou rombo de US$ 600 milhões. O resultado era bem superior ao patrimônio líquido de US$ 250 milhões, da instituição financeira que pertencia a uma das mais tradicionais famílias mineiras, os Magalhães Pinto.
• Contas fantasmas
A saída para acobertar o déficit foi forjar empréstimos fictícios, com a abertura de 600 contas fantasmas. As operações foram contabilizadas como ativos bons.
• Intervenção do BC
A maquiagem ocorreu até novembro de 1995. O Banco Central determinou que fosse feita auditoria e detectou rombo de R$ 9,2 bilhões. O governo Fernando Henrique liberou recursos do recém criado Proer. Com a liquidação extrajudicial, o Unibanco comprou o banco mineiro e ficou com a parte “boa”.
Com informações do diário popular carioca O Dia

sábado, 10 de agosto de 2013

Os Militares cansaram de enterrar seus mortos

Nota-se que estão prontos ao chamado do povo
da redação OEB
O crime organizado, apoiado pela impunidade que assola o País, está se utilizando de uma tática bem comum no comunismo - a implantação do medo que torna apática qualquer reação do povo ou autoridades policiais, até mesmo por desistência de lutar e verem-se vencidos pelo sistema que os cercam.
As mesmas facções que financiam campanhas eleitorais milionárias, hoje impõem suas regras que, sem pestanejar, são obedecidas pelos seus financiados e, desta forma, acabam por governar mais que o governo que, também, se organiza como facção e acabam por falar a mesma língua.
Enquanto isso, o povo assiste o deprimente espetáculo da violência alimentada pela impunidade e a conivência daqueles que deveriam representar o povo. Este mesmo povo que se revolta, cada vez mais, e, contrário a poucos anos atrás, passa a acreditar que somente uma aclamação às Forças Armadas e Auxiliares podem por fim, com mãos de ferro, no esquema podre que contaminou a política e setores privados, transformando o Brasil num País sem esperança.
Estamos em guerra e sabemos que todo militar é, antes de tudo, um ser humano, pai de família que sofre os mesmos medos e possuem os mesmos sonhos do povo brasileiro. Porque Militar é povo.
E o povo já está cansado de assistir os desmandos. Vendo que no comando da Nação não se encontram pessoas sérias, dignas e éticas. Apenas escândalos e corrupção tomam conta do podre poder. Aliás, se esta é a única esperança, então, que venham os Militares e coloquem em prática seu juramento e o patriotismo que lhes é peculiar.
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Subcomandante da GCM de Mairinque e esposa são mortos a tiros dentro de casa

Conteúdo: Jomar Bellini - Ipanema Online
Subcomandante da GCM de Mairinque e esposa são mortos a tiros dentro de casa  
Jomar Bellini / Ipanema Online
Familiares, vizinhos e amigos se reuniram
 em frente a casa do subcomandante
O subcomandante da GCM (Guarda Civil Municipal) de Mairinque, Laércio de Sousa Lanes, e sua esposa, Lindalva Prado Lanes, foram executados a tiros dentro da própria casa na noite desta sexta-feira (9). O filho do casal, de 10 anos, também foi baleado e está internado em estado grave no Hospital Regional, em Sorocaba. O crime ocorreu por volta das 20 horas no bairro Jardim Vitória. Até às 2 horas deste sábado (10), nenhum acusado havia sido preso.

Segundo familiares, Lanes foi atingindo com um tiro na nuca e a esposa nas costas. Ela teria sido encontrada com os braços amarrados. Já o filho do casal foi baleado na boca e, de acordo com parentes, teria passado por cirurgia de emergência.

A Polícia Militar informou que a casa não possuía sinais de arrombamento e nem de luta corporal. Os criminosos invadiram o local, realizaram os disparos e fugiram com os dois veículos das vítimas: um Palio e um Fiesta. O primeiro carro foi encontrado queimado em um bairro próximo cerca de duas horas após o crime.

Durante a fuga, os criminosos capotaram o segundo veículo. Segundo testemunhas, eles quase atingiram um ônibus que entrava no bairro. “Eu estava no circular quando cruzamos com o carro em alta velocidade e quase bateu no ônibus. Eram quatro homens armados”, detalha uma moradora do bairro.

A moradora afirma que subcomandante vinha sendo ameaçado nos últimos dias por ter participado da prisão de criminosos ligados a facções e que isto vinha preocupando a família do casal. Devido a isto, ele estaria pensando em se mudar para Sorocaba.

Uma pessoa da família do casal conta que esta não é a primeira vez em que a residência de Lanes é invadida por criminosos nas últimas semanas. Ela afirma desconhecer qualquer tipo de ameaça, mas que teria estranhado a pressa do tio em trocar de casa. “Não vi nada de diferente nas últimas semanas, mas em um mês ele decidiu que queria ir embora de Mairinque o mais rápido possível”, conta.

O bairro é classificado pelos moradores como violento. “Droga, violência, assaltos, assassinatos”, enumera Sônia.

Amigo

Palio foi encontrado queimado em bairro próximoO crime chocou companheiros de trabalho e vizinhos do GCM. Aos 44 anos, sendo 21 dedicados a carreira de guarda civil, Lanes foi nomeado subcomandante no começo de 2013. “Era um cara tranquilo e um bom amigo. O pessoal está muito abalado com a situação”, conta o guarda Carlos Alves, que entrou para trabalhar na GCM junto com Lanes. Ele relembra ainda dos momentos em que o filho de Lanes ia visitar o pai no trabalho.

Já a esposa Lindalva tinha 34 anos e trabalhava como administradora em uma construtora da cidade. “Era uma família tranquila e muito tradicional aqui no bairro”, conta uma vizinha, apontando para as ruas próximas ao local em que também moram parentes do casal.

Investigações
Reprodução / FacebookA perícia foi até o local do crime. Os corpos foram levados para o IML (Instituto Médico Legal) de Sorocaba. A residência foi liberada por volta das 23h30.

A delegada do município de Mairinque, Fernanda dos Santos Ueda, esteve no local para analisar a cena do crime. Ela evitou especular sobre a relação do caso com facções criminosas ou confirmar a dinâmica dos acontecimentos. “Vamos realizar as investigações, mas no momento não podemos afirmar nada”.

O comandante da GCM, Elialdo Rodrigues da Paz, não foi localizado para comentar as operações da guarda relacionadas ao crime organizado. O secretário municipal de Segurança, Valdeir Dias Pereira, informou que apenas irá se manifestar sobre o caso na manhã deste sábado (10).

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Governadora do Maranhão veta lei contra escravidão

Roseana Sarney alega que que proposta vai contra Constituição do Estado e recebe críticas; deputado autor do projeto promete tentar derrubar veto
Por Stefano Wrobleski 
Roseana Sarney (Foto: Divulgação)
Roseana Sarney. Foto: DivulgaçãoA governadora do Estado do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), vetou o projeto de lei nº 169/2013, que havia sido aprovado na Assembleia Legislativa do Estado e previa a cassação do registro de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de empresas flagradas com trabalho escravo. O veto foi publicado na edição de segunda-feira (5) do Diário Oficial da Assembleia Legislativa e, na sua justificativa, a governadora alegou que o texto é inconstitucional.
De autoria do deputado Othelino Neto (PPS), o projeto foi inspirado na lei paulista nº 14.946/2013, de autoria do deputado Carlos Bezerra Jr. (PSDB), que foi regulamentada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em maio. Propostas semelhantes já foram apresentadas nos Estados de Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rio de Janeiro. Além da cassação do registro de ICMS, ambas as matérias determinam que as empresas que se beneficiarem de mão de obra escrava serão impedidas de exercer o mesmo ramo de atividade econômica ou abrir nova empresa  por dez anos.
Alojamento de trabalhadores flagrados em condições análogas às de escravos em fazenda da Líder Agropecuária, que tem como sócio o deputado estadual Camilo Figueiredo (PSD-MA) (Foto: SRTE/MA)
Alojamento de trabalhadores resgatados de condições análogas às de escravos em fazenda da Líder Agropecuária, que tem como sócio o deputado estadual Camilo Figueiredo (PSD-MA) (Foto: SRTE/MA)
O projeto de lei de Othelino Neto é o segundo com o mesmo teor a ser proposto neste ano na Assembleia Legislativa do Maranhão. Em maio, a Repórter Brasil noticiou que o deputado Bira do Pindaré (PT) havia apresentado o projeto de lei nº 078/2013, que também foi inspirado na lei paulista. A matéria, no entanto, não obteve parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde teve como relator o deputado Tatá Milhomem (PSD), que alegou “vício de iniciativa”. No seu entendimento, esse tipo de lei não poderia partir do Poder Legislativo. Quando um projeto de lei recebe parecer negativo da CCJ, o deputado que o propôs pode pedir que o plenário vote por reverter o parecer, o que permite a votação do projeto. Bira, no entanto, não fez isso: “Para reverter precisamos de 22 votos, que é a maioria dos deputados da Assembleia. Como faço parte da minoria que faz oposição ao governo, nunca consegui reverter um parecer contrário ao meu”, explicou.
Deputado Bira do Pindaré é autor de lei semelhante (Foto: Divulgação)
Deputado Estadual Bira do Pindaré (PT) em tribuna da Assembleia LegislativaOs dois projetos se diferenciam majoritariamente no primeiro artigo, que define quais serão as empresas punidas. Enquanto a proposta de Bira também pune as empresas que se beneficiaram de trabalho escravo em qualquer etapa da cadeia produtiva, sendo responsabilizadas também pelo flagrante de funcionários em empresas terceirizadas, somente as empresas envolvidas diretamente com escravidão são alvo do projeto de Othelino Neto.
Para Ítalo Rodrigues, procurador do Ministério Público do Trabalho no Maranhão, “responsabilizar a empresa por condições indignas em qualquer das etapas de produção é bem mais condizente com as disposições internacionais acerca do trabalho”. Ele ressalta que as empresas flagradas fazendo uso de trabalho escravo colocam, em geral, o seu processo produtivo de uma forma “pulverizada”, o que resulta na subcontratação de outras empresas, processo também conhecido como “terceirização”. O deputado paulista Carlos Bezerra Jr. considera que alteração do primeiro artigo “suprime a possibilidade de penalizar a terceirização de fachada e tira a possibilidade de enfrentar o problema na sua raiz”.
Questionado, Othelino disse que a proposta de lei “atinge seu objetivo” e que “não tem a pretensão de atacar todos os aspectos do trabalho escravo”.  À Repórter Brasil, ele afirmou que vai tentar convencer os demais deputados a derrubar o veto de Roseana. Para isso, é necessário que ao menos 22 deputados, a maioria simples do plenário, votem pela derrubada. O projeto de Othelino foi apresentado semanas depois do de Bira. Com tramitação em regime de urgência – para que, segundo o deputado, “fosse aprovada antes do recesso do Legislativo” –, ele conseguiu as assinaturas necessárias que garantiram a reapresentação de projeto semelhante a outro rejeitado no mesmo ano. Tendo o deputado Rubens Júnior (PCdoB) como relator na CCJ, a proposta obteve parecer favorável e foi aprovada pelo plenário em 8 de julho.
Apesar das diferenças entre as propostas, Bira do Pindaré acha “positivo o fato de que o que era nossa intenção principal tenha prosperado na Assembleia”. Ele considera “pouco provável” que o veto de Roseana Sarney seja derrubado, mas apoia a iniciativa de Othelino Neto de tentar derrubá-lo.
Deputado Othelino Neto diz que vai tentar derrubar veto da governadora (Foto: Assessoria de Comunicação)
Deputado Othelino Neto diz que vai tentar derrubar veto da governadora (Foto: Assessoria de Comunicação do Deputado)Opção conservadora
A justificativa de veto da governadora do Maranhão é, para o deputado paulista Carlos Bezerra Jr., “uma opção conservadora, que vai na contramão dos avanços da luta contra o trabalho escravo”. Já Othelino acredita que Roseana Sarney “se demonstra insensível a um tema importante como esse, que está acima de questões meramente partidárias”.
Para vetar a proposta de Othelino, a governadora do Maranhão alegou que o texto é incompatível com o artigo 43 da Constituição do Estado do Maranhão, que garante ao Poder Executivo exclusividade para propor leis de natureza tributária, categoria na qual, no seu entendimento, o projeto de lei estaria incluído.
O próprio artigo 43 é alvo de questionamento do deputado Hélio Soares (PP), que elaborou, em 2011, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) visando alterá-lo para derrubar essa exclusividade do Executivo. A PEC 03/2011 já foi aprovada por todas as comissões da Assembleia Legislativa do Estado e passou em primeira votação, mas ainda é necessária uma segunda votação antes que possa ser encaminhada à governadora para sanção.
O Supremo Tribunal Federal (STF) também vem discutindo a questão. De acordo com o advogado Eduardo Corrêa, presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB no Maranhão, “existem reiteradas decisões no STF sobre as quais os Poderes Legislativos estaduais possuem poder de iniciativa para legislar sobre matéria tributária”. “Tecnicamente a Assembleia Legislativa do Maranhão pode derrubar o veto. A questão é se eles vão ter a disposição política para isso”, disse.
Trabalho escravo no Estado
Um levantamento de 2007 da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae) do Maranhão mostrou que o Estado era então o principal fornecedor de mão de obra escrava. Na lista suja, o Maranhão aparece ao lado do Tocantins como a quinta unidade da federação com maior número de empregadores flagrados com escravos. Dos 498 nomes, 34 são de flagrantes no Estado. Além disso, o Maranhão tem a segundo pior colocação no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013.

BOMBA - Só mais alguns BILHÕES da PeTro-corrupção!


ÉPOCA: O esquema do PMDB na Petrobras
O lobista João Augusto Henriques denuncia cobrança de propina para fechar contratos e diz que dinheiro foi para deputados – e até para a campanha presidencial

Diego Escosteguy, com Flávia Tavares, Marcelo Rocha, Murilo Ramos e Leandro Loyola

João Augusto estava em silêncio. Permanecia inclinado à frente, apoiava-se na mesa com os antebraços. Batia, sem parar, a colherzinha de café na borda do pires – e mantinha o olhar fixo no interlocutor. Parecia alheio à balbúrdia das outras mesas no Café Severino, nos fundos da Livraria Argumento do Leblon, no Rio de Janeiro, naquela noite de sexta-feira, dia 2 de agosto.

A xícara dele já estava vazia. O segundo copo de água mineral, também. João Augusto falava havia pouco mais de uma hora. Até então, pouco dissera de relevante sobre o assunto que o obrigara a estar ali: as denúncias de corrupção contra diretores ligados ao PMDB, dentro da Petrobras.

Diante dos documentos e das informações obtidos por ÉPOCA sobre sua participação no esquema, João Augusto respondia evasivamente. Por alguma razão incerta, algo mudara nos últimos minutos. O semblante contraído sumira. Esperei que o silêncio dele terminasse.

– O que você quer saber?, disse ele.

– Sobre os negócios, respondi.

Foi então que João Augusto Rezende Henriques disse, sem abaixar a voz ou olhar para os lados: “Do que eu ganhasse (no contratos intermediados com a Petrobras), eu tinha de dar para o partido (PMDB). Era o combinado, um percentual que depende do negócio”. A colherzinha não tilintava mais.

Iniciava-se, ali, um desabafo motivado pelas denúncias que ÉPOCA investigava havia cerca de um mês. O caso envolvia a Petrobras – maior empresa do país, 25ª do mundo, com faturamento anual de R$ 281 bilhões. Começara com apenas uma pista: um contrato assinado em 2009, em Buenos Aires, entre o advogado e ex-deputado Sérgio Tourinho e o argentino Jorge Rottemberg.

No documento, previa-se que Tourinho receberia US$ 10 milhões de uma empresa no Uruguai, um conhecido paraíso fiscal, caso a Petrobras vendesse a refinaria de San Lorenzo, avaliada em US$ 110 milhões, ao empresário Cristóbal Lopez, conhecido como czar do jogo na Argentina e amigo da presidente Cristina Kirchner.

À primeira vista, o contrato não fazia sentido. Por que um lobista de Buenos Aires se comprometeria a pagar US$ 10 milhões a um advogado brasileiro, de Brasília, caso esse advogado, sem experiência na área de energia, conseguisse fechar a venda de uma refinaria da Petrobras na Argentina?

ÉPOCA foi buscar a resposta em entrevistas com partícipes do negócio, parlamentares e funcionários ligados ao PMDB. O advogado Tourinho era sócio dos lobistas do PMDB, que trabalhavam em parceria com Jorge Zelada, diretor internacional da Petrobras desde 2008 e, segundo João Augusto, apadrinhado do PMDB.

A operação San Lorenzo, diz ele, não era um caso isolado. Era mais um dos muitos negócios fechados pelos operadores do PMDB na área internacional da Petrobras. De acordo com João Augusto, todos os contratos na área internacional da Petrobras tinham de passar por ele, João Augusto, que cobrava um pedágio dos empresários interessados.

De acordo com ele, de 60% a 70% do dinheiro arrecadado dos empresários era repassado ao PMDB, sobretudo à bancada mineira do partido na Câmara, principal responsável pela indicação de Zelada à Petrobras.

De acordo com João Augusto, o dinheiro servia para pagar campanhas ou para encher os bolsos dos deputados. O restante, diz ele, era repartido entre ele próprio e seus operadores na Petrobras – os responsáveis pelo encaminhamento dos contratos.

Segundo João Augusto e outros quatro lobistas do PMDB, o dinheiro era distribuído a muita gente em Brasília. A maior parte seguia para os dez deputados do partido em Minas, entre eles o atual ministro da Agricultura, Antonio Andrade, e o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, João Magalhães.

O dinheiro, de acordo com João Augusto, não ficava apenas com essa turma. Segundo o relato dele e dos outros lobistas, o secretário das Finanças do PT, João Vaccari, recebeu o equivalente a US$ 8 milhões durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010. João Augusto diz que organizou, com Vaccari, o repasse para a campanha de Dilma.

O dinheiro, segundo ele, foi pago pela Odebrecht, em razão de um contrato bilionário fechado na área internacional da Petrobras, que dependia de aprovação do então presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, do PT. À Justiça Eleitoral, a campanha de Dilma declarou ter recebido R$ 2,4 milhões da Odebrecht.

O coordenador financeiro da campanha de Dilma Rousseff, José de Filippi Júnior, afirma que não conhece João Augusto. “Posso garantir que ele não participou da arrecadação de recursos para a campanha da presidenta Dilma Rousseff, que toda arrecadação foi feita por meio de Transferência Eletrônica Bancária, e que as contas da campanha da presidenta foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral”, diz.

As denúncias de João Augusto são contestadas pelos acusados. Vaccari diz que não era responsável pela tesouraria da campanha de Dilma. Afirma ainda que “todas as doações ao PT são feitas dentro do que determina a legislação em vigor e de uma política de transparência do PT”.

Gabrielli diz, por meio de nota, não ter conversado sobre o contrato da Odebrecht com Vaccari. Zelada afirma desconhecer a atuação de João Augusto na intermediação de contratos na Petrobras e nega ter sido indicado pelo PMDB. A Petrobras informou em nota que não comentaria o assunto.

Apesar de todas as contestações, a reportagem de ÉPOCA confirmou, por meio de entrevistas em três cidades, vários pontos do depoimento de João Augusto. Investigações oficiais ainda são necessárias para apurar todas as suas denúncias.

Hoje, 10-ago-2013 - Integra da reportagem na ÉPOCA, que começará a circular amanhã...

O nome Sarney não é tão intocável assim!

Processo Procurador-geral pede cassação de Roseana Sarney e de vice
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a cassação da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e de seu vice, Whashington Luiz Oliveira (PT), em processo que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Procurador-geral pede cassação de Roseana Sarney e de vice
Agência Brasil
Justiça - 08 de Agosto de 2013 | Por Agência Brasil
Eles são acusados de abuso de poder político e econômico no pleito de 2010, quando Roseana tentava a reeleição.
O processo foi movido pelo ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB). Segundo ele, houve intensificação de convênios com prefeituras com intenção de obter apoio de prefeitos e de lideranças locais. As provas indicam que nos três dias anteriores à convenção partidária, 670 convênios foram assinados para a liberação de mais de R$ 165 milhões.
“No caso em exame, não se pode afirmar que a celebração dos convênios constituiu ato normal ou regular de governo. Houve, na ação governamental, um desbordamento”, diz Gurgel, reforçando que os acordos foram firmados de forma mais célere que o normal.
Outra acusação aponta que o governo de Roseana investiu na construção de moradias do Programa Viva Casa no período que antecedeu as eleições, com gastos de R$ 70 milhões não previstos em orçamento.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A Farsa dos "Direitos Humanos" no Brasil e no mundo

Este video tem a proposta de desmontar a farsa dos Direitos Humanos e os frágeis subterfúgios de seus defensores politicamente corretos. 58:30min




http://portal.mj.gov.br/sedh/pndh3/pn...

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Dr. Ives Gandra da Silva Martins sobre o tema:

http://migre.me/f1JcF

http://migre.me/f1JdI

http://migre.me/f1Jt7

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Quem é Ives Gandra Martins:

http://www.academus.pro.br/professor/...

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Conteúdo:
Pizzaria Brasil no Facebook: http://migre.me/diQvQ
Pizzaria Brasil no Twitter: http://migre.me/diQwT

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Verba para promover a decadência?

da redação OEB
Matéria revisada em 06-08-2013
Não podemos chamar de música, propriamente dito. Mas, classifiquemos como prática, já que envolve certos rituais - O funk traz, em seu bojo, invariavelmente, certas práticas, nos chamados "bailes funk", que nenhum pai sonha para suas filhas ou mesmo filhos. Trata-se da prática do sexo em público (no salão) e letras que sempre incitam à violência - ultimamente contra a polícia é a mais cotada.
Isso se torna a arma perfeita para os implementadores do caos social, como o partido do poder, por exemplo. Claro que passa a merecer investimento dos nossos suados impostos, afinal,é por uma boa causa - A DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA, DA PROPRIEDADE, DE DEUS E DE TODOS OS VALORES MORAIS que atrapalham a implantação do socialismo.
No fundo, aqueles que promovem ou apoiam, no mínimo, possuem um passado familiar que os identifica com o feito. O visível apoio e patrocínio a funkeiros, por parte da administração, é um verdadeiro absurdo e chamam este "movimento" de cultural.
O narcotráfico, grande financiador e parceiro do partido do poder, também lucra milhões com seu comércio, sempre em ascensão, nestes meios e graças ao incentivo governamental.
Parabéns, presidente Dilma, Marta Suplicy e asseclas!
Estão seguindo, rigorosamente, as determinações do foro de São Paulo!
O Brasil está "orgulhoso" de tê-los à frente da cultura e do futuro da Nação.
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A notícia abaixo - conteúdo de um blog - está sendo questionada e rebatida.

Construído pelo Ministério da Cultura, “memorial do funk” custa 4 milhões e causa polêmica

"Memorial do funk custou 4 milhões ao erário"A inauguração, na tarde de hoje, do “Memorial do Funk”, obra que custou 4 milhões de reais aos cofres públicos, gerou revolta nas redes sociais em todo país.
Parlamentares da oposição proferiram discursos inflamados no plenário contra o que disseram ser “a celebração da putaria nacional”.
O “memorial” conta, além da obra fixada na entrada (foto) na qual “as funkeiras de bronze” exibem suas nádegas, com exposição permanente de fotos – entre as quais a do falecido dançarino Lacraia – vídeos e, claro, músicas.
Segundo o porta voz do Ministério da Cultura, “o memorial tem objetivo de divulgar e promover a cultura da periferia, vítima de tanto preconceito Brasil a fora”.
Não é de hoje que o Ministério da Cultura flerta com o funk. Em 2008, na gestão do então ministro Gilberto Gil, o MinC patrocinou viagens da funkeira Tati quebra barraco para a Europa.
“Pretendemos levar para dentro das escolas de todo o país a cultura da periferia, tanto ensinando as crianças a compor como dançar funk, rap e hip hip”, conclui o porta voz do Ministério.

Cuba agoniza no inferno comunista

da redação OEB
De Estado democrático para estado calamitoso, Cuba sofre com a insuficiência política e todos os sintomas que só o comunismo pode causar.
O êxodo, embora seja um grande risco, ocorre com crescimento espantoso. É um povo fugindo de um mundo apático de desesperança imposto pela ditadura mais ilógica do planeta.
Um modelo que somente psicopatas podem querer copiar e, no Brasil, temos estes tipos. Trata-se de um grupo sem Deus, sem moral, sem sensibilidade ou qualquer outra qualidade. Estes, tomados pela febre do "poder eterno", buscam a perpetuação do mesmo na mais torpe e hedionda forma de dominação.
Mas eles não têm o principal - DEUS - e vivem a ilusão de que Deus, Pátria, Família e Liberdade são coisas do passado, ignorando a soberania natural de um povo desperto.

A agonia de Cuba

05 de agosto de 2013
Conteúdo: O Estado de S.Paulo

Por mais que se diga que houve avanços e mudanças importantes nos últimos tempos, Cuba continua a ser Cuba. Meio século de feroz ditadura comunista deveria ser suficiente para acabar com qualquer ilusão de flexibilização voluntária de um regime como o dos irmãos Castro. Somente os incautos, ou aqueles que ainda nutrem simpatias ideológicas por uma tirania que um dia foi apresentada como a "libertação da América Latina", são capazes de ver, na "transição" promovida por Raúl Castro, sinais de avanço democrático e de racionalidade econômica. Cuba é, na verdade, um país que agoniza, e as "mudanças" nada mais são do que uma demão de tinta na carcomida muralha erguida para esconder as verdadeiras condições dessa Ilha da Fantasia. Enquanto os gerontocratas castristas vão encenando sua farsa, milhares de cubanos abandonaram o país nos últimos tempos, no maior êxodo em 20 anos.

Dados do Escritório Nacional de Estatística e Informação de Cuba, publicados pelo jornal O Globo (1/8), indicam que 46.662 cubanos saíram definitivamente do país somente no ano passado. É o maior número desde a chamada "crise dos balseros" de 1994, quando Fidel Castro abriu as fronteiras de Cuba para revidar as medidas tomadas pelo governo americano contra a entrada de imigrantes ilegais cubanos. Na ocasião, cerca de 47 mil cubanos fugiram para os Estados Unidos, a maioria em frágeis balsas improvisadas.

O movimento verificado agora, no entanto, é cada vez menos atípico. Segundo o próprio órgão cubano, 39 mil cidadãos deixaram anualmente o país, em média, nos últimos cinco anos, fluxo que só encontra paralelo com os primeiros anos da revolução - com exceção de 1980, quando mais de 140 mil cubanos fugiram para os Estados Unidos em meio a uma grave crise econômica.

Um dos motivos para o aumento do êxodo é a redução das restrições de viagens para os cubanos. Agora, se tiverem dinheiro e visto de entrada no país de destino, os cubanos podem ficar até 24 meses no exterior sem necessidade de permissão de saída - e os Estados Unidos, após negociação com Cuba, anunciaram que a vigência do visto de turista para cubanos foi estendida de seis meses para cinco anos. Essas novidades, no entanto, não atenuam o fato de que Cuba segue sendo uma ditadura e, portanto, cidadãos cubanos cuja presença na ilha seja considerada de "interesse nacional" continuam sem poder emigrar. É a maneira castrista de impedir a fuga de cérebros ou a saída de dissidentes.

O movimento migratório, no entanto, parece irresistível, acentuando uma crise demográfica que ameaça o futuro imediato da ilha. A maior parte dos migrantes dos últimos anos é formada por jovens, segundo sugere o próprio escritório cubano de estatísticas, conforme publicou o jornal oficial Granma. Com eufemismos característicos das ditaduras, o órgão alerta para o acelerado envelhecimento da população, causado, entre outros fatores, pelo incremento da "migração externa", ressaltando que a "maior tendência" é o êxodo "entre os jovens". O governo cubano, diz o Granma, estima que essa situação irá perdurar ao menos até 2020, com consequências dramáticas.

No atual ritmo, em 20 anos Cuba terá 31% de sua população com mais de 60 anos, tornando-se o país mais envelhecido da América Latina, algo que trará problemas adicionais para a pobre economia da ilha, principalmente em relação à Previdência e à saúde. O crescimento da população cubana no ano passado foi negativo em 1,5%, graças a uma importante redução da taxa de fecundidade, queda que tende a se acentuar com a crescente falta de jovens no país.

Enquanto isso, o ditador Raúl Castro tenta seduzir os jovens dizendo que, um dia, o poder será deles, para "manter no alto as bandeiras da revolução e o socialismo". O problema é que os jovens a que Raúl se refere estão deixando Cuba aos milhares, ano após ano, justamente porque não suportam mais viver a mentira do "paraíso socialista", que encobre a falta de liberdade e a ruína econômica.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

FAB a serviço dos desmandos e da corrupção

da redação OEB
A farra com jatos da FAB é muito maior que se possa imaginar, embora tenha sido destaque na imprensa nos últimos dias.
Mas nada aparece sobre as inúmeras viagens do ex-presidente com sua amante, tornando o Força Aérea 1 um verdadeiro motel voador que, como se não bastasse, carregava muito dinheiro para depósitos em contas que, certamente, estão blindadas e sustentam o padrão bilionário do fugitivo da mídia e das cobranças do povo.
O apedeuta "palestrista" viajava com a amante mas não sabe de nada. O Rosegate nunca existiu, afinal! Talvez não se lembre, da mesma forma que não se lembra do item - PRINCÍPIOS MORAIS - já que nunca honrou a confiança que o crédulo e inocente povo brasileiro depositou em seu nome.

Força Aérea 1 e o Rosegate - reportagem

Vídeo TVT Brasil - www.tvtbrasil.com

Também não se fala da grande mobilização dos jatos, inclusive de combate, para transporte e proteção de chefes de estado comunistas para as reuniões do Foro de São Paulo - organização nazopetista que define e dita todas as ações para tornar o Brasil num País retrógrado, copiando um regime que, historicamente, nunca deu certo em todo o planeta, mas beneficia a elite que o implanta, tornando-os multibilionários, enquanto leva a população ao desemprego, inflação e miséria absoluta.
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Ministro levou família a Cuba em jato oficial

FILIPE COUTINHO - DE BRASÍLIA
Conteúdo Folha
O ministro Aldo Rebelo (Esporte) usou um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para ir a Cuba no Carnaval com a mulher, o filho e assessores.
Ele esteve em Havana em missão oficial e justificou a carona à mulher e ao filho dizendo que ambos também foram convidados pelo governo cubano.
Nenhum dos dois representou o governo brasileiro na missão. Quando o ministério publicou nota sobre a viagem de Aldo, em fevereiro, o nome deles não constava na lista oficial da comitiva.
A mulher do ministro, Rita, é coordenadora na Secretaria da Mulher do governo do Distrito Federal, controlada pelo PC do B, mesmo partido de Aldo. Já o filho, de 21 anos, é estudante universitário e estagiário.
A Folha revelou que três políticos usaram aviões da FAB para dar caronas a amigos e parentes a eventos fora da agenda oficial. Depois dos casos revelados, todos anunciaram a devolução dos valores das passagens.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi o primeiro flagrado dando carona a parentes para ir ver o jogo do Brasil. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), levou a mulher a uma festa de casamento da filha de outro senador em Porto Seguro.
O ministro Garibaldi Alves (Previdência) foi outro que deu carona a um empresário também para ver o jogo do Brasil. No total, os três devolveram R$ 44.245,29.
O decreto 4.244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente". O texto do decreto não diz quem pode ou não viajar acompanhando as autoridades.
PARCERIA
No caso de Aldo, a missão oficial a Cuba serviu para o ministro assinar fechar intercâmbio de atletas entre os dois países para os jogos de 2016. O ministro recebeu diárias de R$ 1.776,25.
O grupo saiu de Brasília no sábado de Carnaval, dia 9, fez escala em Boa Vista (RR) e só voltou na Quarta-Feira de Cinzas, dia 13 de fevereiro.
A FAB destacou um jatinho Legacy, da Embraer, com capacidade de 14 passageiros, para levar a comitiva.
Em missão oficial, os ministros têm direito a usar os jatos da FAB ou podem viajar com aviões de carreira. Foi o que ocorreu com Aldo depois de ir a Cuba em aviões da FAB. No mês seguinte ele foi à Suíça e o governo bancou passagens executivas ao custo de R$ 25 mil.
A Folha cotou preços para duas pessoas, em viagem de ida e volta entre Brasília e Havana na aviação civil. Na primeira semana de agosto, duas viagens de ida e volta custariam mais de R$ 5.500. Para novembro, o valor cai para R$ 3.600.
OUTRO LADO
Em nota, o Ministério do Esporte disse que a viagem da mulher e do filho do ministro Aldo Rebelo a Cuba, em missão oficial, não gerou custos ao governo. Segundo a pasta, os dois foram convidados pelo governo de Cuba e cumpriram a programação "definida pelo protocolo cubano".
"A esposa e o filho do ministro o acompanharam na viagem a Cuba como convidados do governo daquele país. O ministro cumpriu agenda oficial em reuniões com autoridades. Sua esposa e seu filho cumpriram programação definida pelo protocolo cubano. A presença dos dois não representou acréscimo ao custo da viagem".
O ministério, contudo, admitiu que a mulher e o filho foram em voo da Força Área Brasileira. "A esposa e o filho do ministro, também convidados do governo cubano, o acompanharam na viagem "" em avião da Força Aérea Brasileira", diz a nota.
Segundo a pasta, não houve gastos com hotel, uma vez que a mulher e o filho do ministro "foram hospedados pelo governo de Cuba".
Ainda segundo,a nota, "o ministro participou de reuniões com dirigentes, visitou centros de treinamentos e assinou acordos para a criação de grupos de trabalho que vão executar intercâmbio entre o Brasil e Cuba".



Joaquim Barbosa, presidente do Supremo, usou voo da FAB duas vezes

DE BRASÍLIA 16/07/2013
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, usou aviões da Força Aérea Brasileira por duas vezes desde que assumiu a presidência do tribunal, em novembro.
Segundo nota da assessoria do tribunal, Barbosa foi em uma aeronave da FAB a Natal, em abril, para inspeção em comarcas. Em maio, foi à Costa Rica participar de conferência. A nota da assessoria não informou os custos das viagens.

Desde ontem, o governo exibe na internet os dados sobre voos oficiais. A medida foi tomada após a Folha revelar que ministro e presidentes da Câmara e do Senado usaram aviões da FAB para ir a jogos de futebol e até a casamento.
De acordo com a nota da assessoria, Barbosa determinou a publicação de dados das viagens de todas as autoridades do tribunal em aviões da FAB. Mas, segundo a própria assessoria, os outros dez ministros da corte não têm poder para solicitar essas aeronaves.

Pedro Ladeira-26.mai.13/Folhapress
O presidente do STF Ministro Joaquim Barbosa
O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa
RELEMBRE OS CASOS
O Painel da Folha revelou no dia 4 de julho que o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), usou o avião da FAB para ir ao casamento da filha do líder do PMDB na Casa, Eduardo Braga (AM), que ocorreu em Trancoso (BA) e reuniu diversas autoridades.
Renan devolveu R$ 32 mil aos cofres públicos relativos ao uso da aeronave oficial no dia 15 de junho entre as cidades de Maceió, Porto Seguro e Brasília para participar do casamento.